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๑۩۞۩๑ Elisa França๑۩۞۩๑

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Escrevo para mim,para que eu sinta a minha alma falando,cantando,sorrindo e as vêzes chorando.
Quero ser diferente!

♡♥★Por que não recomeçar!?★♥♡

OSOSNHO EM FORMA DE POESIA.
February 13

UMA HISTÓRIA DE AMOR

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Uma história de amor. A frase inide “fadas”.  De tão romântica, passa essa impressão. Mas a versão é verídica. Um príncipe construiu um palácio de 580 metros de comprimento e 304 metros de largura para a sua princesa. Ent

Uma história de amor. A frase inicial compara-se a contos de “fadas”.  De tão romântica, passa essa impressão. Mas a versão é verídica. Um príncipe construiu um palácio de 580 metros de comprimento e 304 metros de largura para a sua princesa. Entre 1630 e 1652, 22 mil homens ficaram encarregados de erguer o suntuoso mausoléu.

 

Após a morte da princesa Muntaz Mahal (“A eleita do palácio”), o príncipe Shan Jahan (“O Rei do mundo”), ordenou a arquitetos da Ásia Central, Pérsia e índia, que construíssem o simétrico palácio onde ficaria enterrada a sua esposa preferida. Uma das 7 maravilhas do Mundo Monderno, o Taj Mahal, é todo em mármore branco e pedras preciosas.

 

Calma, inspiração, paz, harmonia. Todos esses sentimentos despertam-se ao se aproximar do belíssimo mausoléu, enquanto passeia-se pelo jardim. “Os indianos vão para o jardim para meditar. Existem lugares que ajudam a diminuir o pensamento, para que haja maior concentração no exercício da meditação. O jardim do Taj Mahal é, sem dúvida, um deles”, comenta a Instrutora de Yoga, Marise, que visitou o monumento no ano de 2000.

 

O Taj Mahal foi nomeado em homenagem à falecida esposa de Shan Jahan. A prova de amor do príncipe deixa no mausoléu uma tristeza que ecoa no interior do palácio. A história conta que Shan Jahan iria construir uma cópia idêntica em mármore preto, para si mesmo, em frente ao da sua esposa e do outro lado do rio. Seu filho achou que ele havia enlouquecido por ser uma construção muito luxuosa e o prendeu numa torre, até sua morte.

Como diz Jorge Bem Jor :

Taj Mahal

“Tê tê teteretete,  (4x)

 

Foi uma linda história de amor...

Que me contaram e agora eu vou contar

Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal

Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal”

 

“Foi a mais linda história de amor”; Cada um tem a sua também.

Eu tenho a minha...

 

E você? O que acha da história do Taj Mahal? Gostaria de visitar essa Maravilha do Mundo Moderno?

 

 

O amor é um sentimento único, inconfundível, incomparável, onde não  podemos guardar nenhuma dúvida.

Ele é universal, sendo procurado por todos, não pode existir para uns e inexistir para os demais.

Em sua partitura, os sons das notas musicais vão de graves para agudos, fazendo combinações para formar arranjos, harmonias, contrastes e melodia afinando assim a arte.

Na minha opinião...

O Amor muitas vezes é expresso pelo som do silêncio,
...entre uma nota e outra dando harmonia e sentido á vida.


O Amor é um silêncio criativo e harmonioso...

Onde um escuta enquanto o outro fala...

Onde sempre se espera o retorno de alguém...

Onde se confia e guarda um segredo...

Que perdoa e esquece uma falta.

Que ajuda de forma solidária...no silêncio do anonimato.

O Amor é o silêncio, que se cala sem se omitir.

É um silêncio sem ausência...

Gerando respeito e solidariedade.

O Amor expressa tudo, mesmo sem palavras...

Fala-se por gestos, pelo olhar, no abraço, no sorriso...

Entre as ondas do mar...E em meio ao luar...Entre os raios do sol...

Sua voz potente chega ao mais fundo da alma e do espírito...E não fere os ouvidos.

Mesmo estando em silêncio, o Amor é sempre intenso, podendo fazer um coração disparar a cada segundo,minuto e momento.

Quando manifestado na música, os músicos reconhecem a hora de entrar e sair na melodia, cedendo espaço para que outras vozes e instrumentos cumpram seus papéis,

 dando cada um o seu encanto ao espetáculon.

sp

Está presente em qualquer ritmo, estilo, instrumento ou voz...onde haja sensibilidade.

A arte da música está presentes na genialidade deste breve silêncio, aparentemente imperceptíveis, tênues, efêmeros, fugazes...Porém, marcante, inebriante, virtuoso...Inesquecível.

Ver...Jamais! Ouvir, também não, mas certamente, sentimos a sua presença, pois sua linguagem também é universal.

E nesta linguagem, ele desperta lembranças, aviva sentimentos, da cor às imagens, produz inspiração, renova a esperança e a alegria de viver, acalmando as feras e fazendo ninar as crianças.

No final da música, quando um sorriso se abre, uma lágrima se forma, ou maravilhados, clamamos...EMOÇÕES!!!!

Certamente...

Tornando inesquecível o show...

... mesmo como o som do silêncio.

Porque o amor também é som e seus ritmos expressam

todas as estações da alma,a voz da nossa consciência,e meu coração

percebe misteriosamente meu “Próprio Juízo!”

 

iraç
 

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February 05

ÁS FAVAS COM O AMOR! EU QUERO É SER FELIZ...

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´ÁS favas com o amor! Eu quero é ser feliz...
::
Rosana Braga ::

Pois é... a sensação que tenho tido, nos últimos tempos, é de que essa busca pelo grande amor, pelo par ideal, pelo príncipe encantado, pela felicidade infinita – que deveria ter se configurado como um caminho edificante e enobrecedor – tem servido bem mais para transformar a vida de um grande número de pessoas numa insanidade absurda.

Basta repararmos um pouco mais atentamente na enorme confusão que tem sido tantas relações (com suas intermináveis tentativas de nomenclaturas) e terminaremos por concluir que nisso tudo tem algo que precisa ser urgentemente revisto, reavaliado e reconduzido.

Se estudarmos um pouco mais profundamente a história da humanidade, não demoraremos a descobrir que o comportamento entre homens e mulheres, incluindo o desejo sexual e suas mais diversas manifestações, passou por algumas transformações significativas antes de chegar neste cenário que vivemos atualmente.

Se no começo tudo era uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie, não faz muito tempo nasceu o desejo pelo conforto, pela fartura, pelo bem-estar. Eis também o nascimento do amor romântico e dessa tão visceral busca pela felicidade, que ganhava – a partir de então – um sentido bem mais amplo e refinado do que tinha até então.

Daí para alcançarmos este ritmo alucinante de mudanças, não demorou quase nada. Bem menos de um século apenas. E neste momento vivemos como que em meio a um furacão, recheado de dúvidas, incertezas, inseguranças, expectativas e perspectivas cujas bases estão trincadas, em plena reforma...

E a pergunta se repete, incessantemente: por que tem sido tão difícil viver esse tal grande amor? Por que embora esse pareça ser o maior desejo da grande maioria, o que reina são os desencontros?

Talvez você também já tenha vivido contradições profundas como essas. Talvez já tenha acreditado piamente que tudo o que mais desejava era amar e ser amado e, diante desta possibilidade, não soube o que fazer, ou fez tudo errado...

Talvez já tenha dito para si mesmo, incontáveis vezes, que prefere ficar só, desfrutar de sua liberdade, preservar seu espaço e sua individualidade e, cara a cara com seu espelho, sentiu medo da solidão ou o peso quase insuportável da falta de um abraço...

E nesses momentos, convencido (?) pela atual corrente de pensamento que afirma que tudo só depende de você, o conflito interno é praticamente inevitável: o que eu realmente quero? Se depende só de mim, por que será que as pessoas influenciam tão diretamente no modo como me sinto? E se a responsabilidade pelo que me acontece é somente minha, por que nem sempre alcanço os resultados para os quais tanto me dediquei?

Não sei... mas diante de todos esses pontos de interrogação, tendo a concluir que este é um momento da história das relações de completa metamorfose. O que era antes não é mais. O que será ainda não sabemos. Agora, somos homens e mulheres repensando seus papéis, seus desejos, seus lugares dentro dos encontros amorosos, da família e da vida em geral.

O problema, então, talvez seja o apego e o anseio por uma idéia de grande amor que é incompatível com a realidade atual. Um grande amor que não seja castrador e submisso como o que viveram nossos avós, mas que também não seja tão livre e descomprometido como este que temos experimentado nas últimas décadas. De preferência, que seja intenso, romântico, perfeito, cheio de encanto e paixão, como descrevem os poetas e compositores ou mostram os filmes das telas dos cinemas... Daqueles que chegam e nos arrebatam de uma vidinha que não temos suportado carregar sozinhos (porque é exatamente assim que tenho visto muita gente esperar por um grande amor). Ah! E que seja para sempre, claro!

Não percebemos que essa busca não é coerente com as atitudes que temos tido ou com o modo de vida que temos adotado. As engrenagens externas estão totalmente desencaixadas das internas. Os ritmos estão desencontrados. O que se deseja comprar não é o que está à venda e ainda assim pagamos o preço para ter o que está nas prateleiras. Estamos perdidos entre sentir, querer, fazer, parecer e, enfim, ser!

Tudo bem... acho até que não daria pra ser muito diferente disso, já que a fase é de profundas mudanças, mas aposto que o caminho poderia ser bem mais suave e prazeroso se parássemos de acreditar que o “grande-amor-dos-contos-de-fadas” é a solução na qual devemos investir toda a nossa existência.

A insanidade (que é o que mando às favas, na verdade) fica por conta dessa insistência em acreditarmos que amor é um ‘estado civil’ qualquer que devemos atingir e, uma vez nele, a felicidade é certa. Não é! Felicidade é aquela que temos a oferecer e não aquela pela qual temos esperado. E é também bem mais incerta, imperfeita e inconstante do que temos imaginado. Simplesmente porque somos gente e gente é assim: incerta, imperfeita e inconstante.

E quando, finalmente, aceitarmos esse fato, creio que teremos começado a compreender o que é o amor...

NOTA!

ATUALIZANDO,DEPOIS DE UM BOM TEMPO AUSENTE.

 

 

 




 

 

September 20

POR QUE TANTAS PESSOAS CASADAS TEM RELACIONAMENTOS VIRTUAIS?

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Por que tantas pessoas casadas têm namorados virtuais?!?
:: Rosana Braga ::

Já recebi mensagens de pessoas me contando que descobriram que sua esposa (ou marido) mantém diálogos (e por que não dizer relações?) com um certo alguém, pela Internet. Perguntavam-me se isso deveria ser considerado traição ou não... Mas o fato é que elas se sentiam traídas e magoadas por isso.

Outras pessoas, ainda, já me escreveram contando sobre suas relações virtuais e o quanto se sentiam mais felizes e mais amadas na Net - pelo amor virtual - do que em casa, pela pessoa que – supostamente – é a que preencheria seus corações.
A que ponto chegamos!!! Que carência é esta que nos faz acreditar, apostar e investir tudo numa relação que se consolida através de um teclado e um monitor?!? Eu sei, você poderá argumentar: mas é o coração quem fala, em última análise. É verdade, você teria razão!!!
Mas a questão não é o coração e sim a disponibilidade para abrir este coração. Por que pela Net e não em sua casa, na sua cama, com a pessoa que vive com você? Por que virtualmente e não pessoalmente?

Por que nos defendemos tanto da realidade, do olho no olho, das conversas (difíceis, sim, mas absolutamente necessárias)? Por que preferimos a fantasia e a distância a ter de nos mostrar, falar de nossos medos e desejos para a pessoa que dorme ao nosso lado?
Creio que mais do que rotularmos como traidor aquele que mantém relações virtuais, ou traído por descobrir tal rota de fuga do parceiro, conseguiríamos respostas e resultados muito melhores se nos dispuséssemos a olhar para o que realmente está acontecendo em nossa relação real, no dia-a-dia, na comodidade da rotina, na desculpa da falta de tempo...
Passamos horas e horas, madrugadas inteiras diante do computador, mas algo terrível acontece que não conseguimos dispor de meia hora para acariciar o outro e tentar iniciar uma conversa amigável e agradável...

Definitivamente, uma verdade terei de admitir: é infinitamente mais fácil alimentar uma relação sem cheiro, sem toque, sem alteração de humor, sem a cobrança da presença, do olhar, da palavra embalada pelo tom, do que nos dispor a recomeçar, a fazer uma terapia, a rever nossos próprios atos e a perceber que também temos errado continuamente.
Mas fica a questão: as relações virtuais são realmente capazes de nos preencher ou são, sobretudo, a sentença de nossa covardia diante da relação que temos vivido, não gostado, mas que não fazemos nada para mudar?!?

Se você mantém uma relação virtual, sugiro que você ao menos desligue o computador por uma noite e olhe para a sua realidade. Sente-se na cama, segure a mão desta pessoa que dorme com você e atreva-se a dizer: o que é que tem acontecido com o amor da gente?!? Por onde ele anda? Será que conseguimos trazê-lo de volta, considerando tudo o que já vivemos, já construímos e o tanto que desejamos ser felizes?!?
E se você descobriu que a pessoa amada mantém relações virtuais, sugiro que você apazigúe seu ego e deixe seu coração falar... Aproxime-se e arrisque uma declaração verdadeira e não uma pedrada. Talvez uma confissão: tenho sentido tanto a sua falta, ultimamente. Gostaria de ao menos poder conversar, saber o que anda acontecendo na sua vida. Talvez, assim, possamos resgatar o amor que já foi tão grande e tão forte entre nós...
Cara!!! Vou te dizer! Eu sei que é muito difícil fazer isso!!! Mas você tem duas opções: ou toma uma atitude para tentar salvar a sua relação real... ou afoga-se na ilusão depressiva de que alguém que você nunca viu possa te amar mais do que esta pessoa que está ao seu lado...

Porque o fato é que ninguém existe sem ser tocado, sem ser visto, sem ser compartilhado... e isso é absolutamente impossível no mundo virtual. Relações virtuais podem ser uma ótima medida paliativa, mas jamais será o que o seu coração realmente deseja!

 

 

 

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September 09

OSHOW TEM FIM.

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O show tem fim!

:: Rosana Braga ::

 

 

Cansamos de ouvir, desde que nascemos, que a única coisa certa nesta vida é a morte. Do mesmo modo, cansamos de ouvir a reação das pessoas, e até a nossa, diante da morte do outro amado: “não acredito! Isso não pode ter acontecido!”.

 

É o conflito existencial indissolúvel gritando de alma em alma... É a charada tragicômica da condição humana; a revelação escancarada de nossa mais absoluta limitação. E ainda assim, insistimos em negar o inegável!

 

Quando comecei a refletir sobre essa finitude, achando interessante o tom poético que acompanha o final do show de cada um, cheguei a pensar que bastaria encararmos a última cena do espetáculo como o grande ato e tudo pareceria perfeitamente compreensível e facilmente assimilável.

 

Entretanto, esse pensamento logo se mostrou ineficaz quando entendi que a dor é por causa do fim do outro e não do nosso. Ou não? Não! Claro que não! Afinal, cada vez que a cortina de alguém se fecha, as bandas da nossa se aproximam um tantinho mais, sem que eu ou você percebamos que a morte pode ter sido dele, mas a despedida é pessoal. Eu de mim; você de você.

 

Depois, pareceu-me também que aceitar o fim assim, como se nele houvesse apenas beleza, mistério e poesia, seria ignorar a sádica presença da morte durante todos os dias de nossa vida: morremos aos poucos, e não há como evitar!

 

Melhor então aceitar não o fato de que o show acaba, mas o conflito que pulsa nele. E a partir daí, ciente de que viver nunca é um ensaio e que, portanto, contém em si estréia e encerramento, possamos experimentar, enfim, a essência. Este é o único motivo para que termine; caso contrário, tudo não terá passado de um estúpido desperdício.

 

Fica-me a impressão de que só desperdiçamos quando não aceitamos o conflito. A morte (assim como a vida) é trágica e linda. É fim e luz. É saudade e esperança. É a prova cruel e mágica de que somos finitos e isso muda tudo. Embute no agora uma urgência que nos salva.

 

Mas não porque devêssemos viver como se não houvesse amanhã. Seria vazio demais viver sem esta chance. Pode ser mesmo que não haja amanhã e isso precisa estar previsto especialmente por causa dos que amamos; mas pode ser que haja... e, assim, talvez seja melhor acreditar que o hoje é urgente tanto quanto será o amanhã, se houver. O segredo é um dia de cada vez, para que seja sempre hoje, sempre presente, tão idílico quanto o fim.

 

E para que a esperança no amanhã seja efetiva, ainda que ele não chegue para mim ou para você, é preciso que nos permitamos: o conflito precisa pulsar, o espetáculo precisa acontecer e a essência haverá de ficar, de algum jeito lindo, numa entrelinha do show de nossos amados...

 

Porque é por causa desta possibilidade, sobretudo, que o fim é indispensável... e que sem ele perderíamos o desejo genuíno de encontrar algum sentido maior à arte de existir, ainda que seja depois do espetáculo terminar...

 

Inspirado no “fim” de Luciano Pavarotti – 06/09/07.

 

 

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September 01

UM DROPS POR UMA CORAÇÃO!

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Um drops por um coração!
:: Rosana Braga ::

Já estamos cansados de saber que um dos maiores (senão o maior!), problemas das relações, e especialmente dos relacionamentos amorosos, está na comunicação. E esta não é uma denúncia somente à falta de comunicação, mas principalmente à comunicação distorcida e parcial.

Ou seja, um fala, mas o outro não escuta; ou ainda, um não fala e o outro tira conclusões sobre este silêncio, mas também não expõe o que está concluindo. Tem também aqueles que falam e o outro escuta como lhe convém, interpretando de forma ofendida, rancorosa e unilateral. Tem de tudo, mas raros são os que se mostram por inteiro, sem parcialidades e conveniências, numa reciprocidade delicada e divina.

Enfim, por mais que saibamos que não há relações sem diálogo, ainda impera a indisponibilidade de ouvir com interesse e desejo sincero de falar para resolver, para encontrar soluções amigáveis e construtivas.

Porque conversar quando o intuito é seduzir, conquistar e encantar o outro é bem fácil. Entre sorrisos, elogios e confissões, arma-se a tenda do amor e o espaço surge. Tudo é possível e a paixão acontece. Mas quando o que está aflorado são os sentimentos que angustiam, as conversas se tornam quase como um castigo, uma penitência.

Daí o resultado: não há espaço para que os corações se encontrem e tudo se transforma numa briga afiada entre egos, orgulhos feridos e disputas, como se o amor fosse uma guerra onde precisa sobrar um vencedor e um derrotado. Ledo engano; o que sobram são dois derrotados e infelizes.

É hora de soltar a voz; de entendermos que quem fala é forte, quem se mostra é corajoso, quem se expõe é equilibrado. Está mais do que na hora de derrubarmos os muros de defesas que construímos e nos mostrarmos como estamos neste momento.

O amor estremeceu? Fale! O amor aumentou? Fale! A relação está difícil demais, causando sofrimento e insegurança? Fale! E se você é o outro, escute, por favor. A vida é isso, só isso: receber aqueles com quem nos relacionamos, acolher o humano que existe em cada um.

Esta é uma ótima época para isso. Seja por conta do Natal, seja por causa de mais um ano que termina ou pela esperança que o novo nos traz, este é um tempo especial, uma ocasião de mais sensibilidade e disponibilidade para revermos nossas atitudes e recomeçar nossas vidas de um outro jeito.

Peça perdão; dê perdão, perdoe a si mesmo. Diga que ama, diga que não ama, mas seja autêntico, para dar ao outro a chance de fazer novas escolhas. Reflita sobre estes versos da música “Sangrando”, de Gonzaguinha:

“Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca, peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando”...


E quando abordar o outro se tornar difícil demais, proponho que vocês combinem entre si uma “doce estratégia”. Considerando que os confeitos são símbolos de afeto, ofereça um drops (ou um bombom, como preferir) e isso significará: “acolha meu coração, pois desejo acolher o seu, numa chance de encontrarmos a solução que mais nos faça felizes”.

E assim, de palavra em palavra, que você possa aprender a construir o amor, ainda que a relação venha, um dia, terminar...

 


 

 

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Só responderei aos comentários de mensagem privada!

August 26

AMOR DE GENTE GRANDE

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Amor de gente grande...
:: Rosana Braga ::

Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.

Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!

Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.

Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!

Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.

Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.

Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.

Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.

Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem...

Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor... Você consegue?!?

 

 

 

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August 20

ilusão

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Ilusão
:: Rubia A. Dantés ::

Outro dia tive muita clareza sobre como a gente cria uma teia de ilusão em cima de qualquer acontecimento quando vi, bem próximo de mim, uma pessoa tentando encontrar uma desculpa para justificar um acontecimento que poderia lhe causar muita dor, se ela simplesmente aceitasse os fatos como aconteceram. Então criou muitas possibilidades em torno do acontecimento... possibilidades que tornariam uma determinada ação do outro, menos dolorosa.

Criava as realidades e acreditava nelas com tanta certeza, que pude observar claramente como nós tecemos uma rede de ilusão em torno das situações, para nos defender, que nem percebemos como essa ilusão acaba nos afastando do que é real e nos impedindo de estar no presente.

Muitas vezes criamos ilusão para nos proteger de um suposto sofrimento, quando colocamos muita expectativa em torno de alguém ou de alguma situação e ela não se concretiza segundo nossos planos... Tentamos encontrar muitas desculpas para o malogro, inventando histórias imaginárias a partir dos fatos e acreditando tanto nelas, que elas acabam nos prendendo a coisas que já deveriam ter passado...

Criar ilusão é muito fácil quando a gente começa a “achar” muitas coisas baseadas apenas em nossa fértil imaginação. É claro que fazemos isso por medo, por culpa e por outros vários motivos, mas... Quando percebemos que criar ilusão só nos afasta da verdade, podemos decidir olhar para a vida mais de frente e de forma mais simples.

Recentemente, depois de muitos acontecimentos sincrônicos e experiências em outros níveis de consciência, quando eu sentia que O Grande Mistério estava querendo me mostrar uma coisa muito insistentemente, também me vi quase criando uma teia de ilusão em cima daquilo. Criava possibilidades de significados indicando caminhos cada vez mais intricados... Deu-me uma canseira tão grande que parei... e percebi aonde estava sendo levada por minha rica imaginação.
Calma.... Pensei

Entendi que os muitos sinais estavam ali para indicar alguma coisa, e que se eu criasse muitas coisas a partir desses sinais, correria o risco de cair na teia da ilusão que eu mesma estava tecendo, e com isso perderia o que era essencial.... Perderia aquilo que estava sendo-me indicado pelos sinais.
Respirei fundo e busquei o centro...
Ali... A partir do silêncio... Não precisei pensar em nada, porque tive a certeza que tudo viria sem esforço, naturalmente, se eu deixasse espaço para a verdade se manifestar.

A ilusão nos tira a possibilidade de ver o que é... Nos prendendo ao que não é.
Agora, nesse tempo... É muito bom que a gente se abra para o que é essencial, que tenha coragem de olhar de frente para tudo na vida, sabendo que por traz dos muitos véus da ilusão estamos nós... Despidos dos medos, das culpas, das dores, mas...
vestidos de Luz.

 

 

 

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Só responderei a mensagem privada!
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August 17

seu dia vai chegar!

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O seu dia vai chegar!
:: Rosana Braga ::

A vida é mesmo incrível e imperdível! Os opostos e aparentemente contraditórios contêm em si sabedoria e verdade. Afirmo isso pensando justamente em dois ditados que, embora gramaticalmente se anulem, na prática do viver servem para nos mostrar o quanto é imprescindível apreender a cada instante para que, enfim, o grande dia chegue!

“Quem procura, acha!” e “Pare de procurar, e encontrará!”

É bem possível que essas duas sugestões já tenham funcionado com você. Mas também é muito provável que você se questione recorrentemente sobre como saber quando continuar procurando e quando parar de procurar?

A questão é que queremos certezas, e é bom partirmos da premissa de que certezas não combinam com vida, sucesso, realização, desejo, felicidade, amor ou qualquer uma dessas essencialidades humanas. Nesses casos, nesses tão extasiantes casos, haveremos de arriscar e apostar toda a imponderável imperfeição de uma alma em evolução, em todos os níveis - porque é o que temos, ou melhor, é o que somos!

Portanto, esteja você em busca de uma nova carreira, de um grande amor, de mais rendimentos financeiros, de um sentido maior para sua existência ou de um outro ritmo para tudo o que já existe, siga o fluxo, feito persistente e sábio rio, que confia e simplesmente se deixa levar até o lugar onde há de se tornar gigante.

Além de tornar o processo muito mais criativo e produtivo, você reconhecerá, a partir de escolhas cada vez mais íntegras e conscientes, que sabe bem menos do que supõe e, ainda assim, está bem mais perto do que acredita, especialmente quando consegue transformar a angústia da espera em conforto: o exercício de viver o que há para ser vivido e só.

E por tão belamente ter me permitido essa constatação – ainda que com medo de não conseguir – afirmo e exclamo: seu dia vai chegar! Mas não pense que de um nada que você faça, nem tampouco de um desespero com que possa vir a fazer. Sobretudo desvendando a direção, dia após dia, com cada um de seus tropeços e com cada arranhão decorrente de suas tão particulares e secretas quedas.

Porque este é o mapa, o indicador do caminho, a seta que lhe conduzirá ao que tanto você deseja, esteja à procura ou à espera, mas sempre, sempre, considerando que cada dia é parte indispensável e intransferível de sua chegada!

E fico torcendo para que você se sinta como eu me sinto – radiante! E que seja, por fim, como tão delicada e encantadoramente escreveu Eça de Queiroz:

“(...) sentia um acréscimo de estima por si mesma,
e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante,
onde cada hora tinha o seu encanto diferente,
cada passo conduzia a um êxtase,
e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!”

 


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July 28

SEJA UMA ESTRELA!

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SEJA UMA ESTRELA

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É... hoje acordei pensando e questionando algumas coisas, que a maioria das pessoas - incluo-me nisso também sempre faz.
Sempre valorizamos o sucesso alheio e esquecemos de reconhecer as nossas próprias conquistas. Parece até que o que é bom só pertence aos outros.
Muitas vezes, incentivamos os amigos a correrem atrás de seus sonhos, mas não temos coragem de fazermos o mesmo.

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Lógico, nossos sonhos não são tão importantes...
Estamos sempre prontos para socorrer quem precisa de ajuda, porém sempre fugimos quando trata-se de enfrentarmos nossos medos.
Temos inúmeros elogios diante de uma pessoa que alcançou uma grande realização, mas não nos sentimos capazes de assumir o pódio e comemorar nossas vitórias.
Não nos cansamos de aclamar os “dons” alheios e fingimos que as qualidades que possuímos são tão comuns...
Só colocamos as nossas melhores roupas em ocasiões especiais e nos esquecemos que podemos sim, caprichar no visual por causa própria, afinal somos especiais!
Quem disse que é ofensa assumirmos que estamos alegres?
E muito menos não precisamos dar explicações pela nossa alegria, estamos vivos, e isso já é motivo para sorrirmos.
Quem disse que não podemos invadir a pista de dança se não soubermos completamente o ritmo da música?
Se o amor acabou, por que somos obrigados a continuar, mesmo quando o coração pede outro rumo?
Se a amizade é falsa por que insistir em mantê-la?
E por que fingir quando a vontade é se rebelar, fazer coisas inusitadas, mudando o rumo da nossa vida?
Por que ser sempre “boazinha”, sufocando nossos desejos e ocultando nossa opinião?
E a máscara que usamos? Já não está na hora de tirá-la?
Chorar sim, sem vergonha, mas depois secar as lágrimas, retocar a maquiagem e retornar ao palco da vida.
Insistir no otimismo, mesmo rodeada de pessoas que adoram lhe colocar pra baixo, afinal elas só conseguirão lhe atingir se você permitir.
Não perca tempo procurando a felicidade, aproveite cada instante intensamente e depois verá que não precisa procurar, a felicidade acaba surgindo, quando estamos “bem sintonizados”.
Não gaste energia se martirizando com comentários maliciosos; ao invés de se isolar, espalhe ainda mais o seu brilho.
Não procure justificações por estar feliz, seja e ponto final; ou melhor, ponto de exclamação!
Ao invés de procurar reconhecimento, passe a se valorizar, perca mais tempo admirando-se no espelho.
Cometa pequenas loucuras quando tiver vontade.
Ter em mente que você é a pessoa mais importante do mundo não significa que é egoísta.
Só podemos amar verdadeiramente outra pessoa, quando primeiro tivermos amor próprio.
Enfim, não importa os outros, o quanto eles são belos, famosos, ricos, felizes ou qualquer outro “modelo” criado pela sua mente.
O que realmente faz a diferença é acreditar em você.
Porque quem acredita, voa, mesmo sem ter asas!!
Pense nisso, vale a pena.
E para terminar, só posso dizer:
Seja uma estrela!!!

Sônia Carvalho

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Shot at 2007-07-28